domingo, 3 de março de 2013

Noticias Slow Food



Brasil no VI Congresso Internacional Slow Food


Íntegra do Discurso produzido pela Delegação brasileira por ocasião da 2ª sessão do VI Congresso Internacional SlowFood, ocorrido em 27 de outubro de 2012, em Turim, Itália e proferido pelo representante do grupo, George Schnyder, do Convivium Slow Food São Paulo:
Boa tarde,
Represento os delegados do Slow Food no Brasil e trago uma mensagem para vocês:
O Brasil está numa encruzilhada. Somos um país continental, onde a industrialização agrícola com suas multinacionais das sementes e defensivos, expulsaram a população do campo para a cidade e consumiram boa parte de nossas florestas nativas. Em agricultura industrial, somos o que os EUA um dia foram e somos o que países da África um dia serão.
O Brasil é a bola da vez! É a vitrine do mundo, ao menos, nos próximos quatro anos quando a mídia, por conta da Copa do mundo e Olimpíadas estará nos olhando bem de perto. Isto é uma oportunidade.
Não se enganem e essa é a verdade:
É no Brasil que está acontecendo o front da grande guerra pelo futuro do alimento neste exato instante. A mais violenta do ponto de vista econômico.
É no Brasil que o dinheiro de uma população que teve sua renda subitamente aumentada está sendo gasto no consumismo desenfreado, onde grandes marcas, multinacionais e cadeias de fastfoodque crescem 30% ao ano, em tempos de crise, buscam seus lucros a qualquer custo.
É no Brasil onde a agricultura familiar por um lado é beneficiada por programas governamentais que incentivam a compra de produtos de sua produção para merendas escolares, mas por outro está sendo assediada pelas indústrias de defensivos e sementes transgênicas.
Precisamos garantir que os discursos pelos orgânicos e pelo local feito pelos nossos políticos e agências oficiais se transformem em ações reais. Menos discursos. Mais ações.
É no Brasil que acontecem hoje em dia, as maiores ações degreenwashing,praticadas pelas multinacionais de defensivos agrícolas que têm, como exemplo, o nome ANDEF, Associação Nacional para a Defesa Vegetal para a sua associação setorial.
É no Brasil que surgem iniciativas todos os dias, que buscam para si, um discurso que o Slow Food já pratica há anos de modo muito consistente e sério, mas ainda de forma bastante tímida em relação à guerra que temos que vencer e vamos vencer! E para isso a nossa meta é fazer com que cada brasileiro, a começar pelas crianças e pelos jovens, saiba o quê está comendo.
O Brasil é um país jovem que precisa conhecer sua história e a história dos alimentos que constituíram seu povo. Temos um objetivo que dentro dos conceitos da “Centralidade do Alimento” discutidos no Congresso nos comprometemos a atingir que é:
“Fortalecer a base do Slow Food e rede Terra Madre no Brasil por meio do alimento, promovendo informação e educação nos seus territórios visando influenciar as políticas públicas”.
E como?
Fazendo mais do que já fazemos: seminários, oficinas do gosto, grupo de trabalho de queijos, participação no conselho de segurança alimentar do estado e capital de São Paulo, expedições de pesquisas gastronômicas em Santa Catarina, Guia de 100 dicas SlowFood incluindo dicas das favelas, mercados e projetos sustentáveis do Rio de Janeiro feito para a Rio+20, SlowFilm Festival em Pirenópolis, participação em feiras, congressos e muitas outras atividades.
Mas isso não é suficiente para uma revolução, para um front como o do Brasil. Precisamos mais!
Precisamos fortalecer nossa presença na Arca do Gosto e nas Fortalezas com toda a certeza. Não temos história, ou temos uma história muito curta e já a estamos perdendo. Perdendo também nossa biodiversidade.
Mas devemos catalogar os produtos, ingredientes do Brasil e suas histórias e tradições.
Precisamos conhecer as histórias do alimento para podermos contá-las através dos nossos conviviapara nossos filhos, nossos netos, amigos, vizinhos.
Devemos duplicar ano a ano, o número de associados do SlowFood e trazer novos parceiros para a rede Terra Madre garantindo e dando suporte à presença jovem em todas as iniciativas do movimento.
A energia do movimento no Brasil vem dessa juventude que está aqui inclusive presente na nossa delegação.
Enfim fazermos com que o Brasil saia da encruzilhada pelo caminho de um SlowFood e de um Brasil bom, limpo e justo.
E por que não de um SLOW FOOD BRASIL Bom, Limpo e Justo!”

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

CONSEA




Auditório do Consea lota para assistir documentário

O filme “Muito Além do Peso”, que aborda a obesidade infantil no Brasil e no mundo, foi exibido na noite desta terça-feira, no Anexo I do Palácio do Planalto, em Brasília, durante a plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).
Em um auditório lotado, conselheiros, pesquisadores, professores e estudantes de Nutrição e convidados em geral participaram da sessão e do debate ao final do filme.
Responderam perguntas da plateia a diretora Estela Renner, Marcos Nisti, do Instituto Alana; Elisabetta Recine (Consea e Universidade de Brasília); Enrique Yacobi (Organização Pan-Americana de Saúde); Patrícia Jaime (Ministério da Saúde) e Patrícia Gentil (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome).
O documentário foi bastante elogiado pelos presentes, que destacaram diversos aspectos do filme, como os papeis da família, do Estado, da escola e da indústria alimentícia, entre outros.
Emocionada, a diretora Estela Renner chorou quando lhe foi dada a palavra, em seguida respondeu às diversas perguntas da plateia. O filme foi gravado no Brasil e nos Estados Unidos e ouviu especialistas nacionais e internacionais, crianças, pais, professores e médicos.
Para assistir o filme, acesse www.muitoalemdopeso.com.br.
Fonte: Ascom/Consea


Assessoria de Comunicação
(61) 3411.3279 / 3483
www.presidencia.gov.br/consea ascom@consea.planalto.gov.br

Terra Madre

: 27 Feb 2013 06:13 PM PST
Terra Madre: o que é isso?
E Terra Madre Day?
Terra Madre é a rede das comunidades do alimento ligadas ao movimento Slow Food.
E é também um evento que acontece a cada dois anos em Torino, Itália.
Terra Madre reúne todos aqueles que fazem parte da cadeia da produção alimentar, com o objetivo de defender- todos juntos – a agricultura, a pesca e a criação sustentáveis, preservando sabores, costumes e tradições e a biodiversidade alimentar.
A partir de 2004, todo ano, no dia 10/12 ou ao redor desta data, a família Slow Food celebra pelo mundo afora, o Terra Madre Day: é a celebração do alimento local, da solidariedade, convivialidade, união e do prazer de comer e partilhar o alimento bom, limpo e justo.
Neste ano foram mais de 850 eventos, 850 diferentes maneiras de reverenciar o alimento local e a nossa mãe TERRA.
Clique aqui para ver as fotos dos eventos pelo mundo, tem inclusive a nossa.
Aqui no Rio, a comemoração foi no dia 08/12 na Estilo Gourmet. O grupo de participantes Slow Food foi pequeno para o número de sócios e amigos convidados e carinhosamente esperados; mas o calor que fez naquele sábado, deve tê-los desencorajado.
Mas a alegria, a paixão, disponibilidade, a garra e engajamento de quem foi, valeu!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

CONSAD SUDOESTE



CONVITE
O CONSAD Sudoeste Paulista tem a honra de convidar V.Sa. Para participar do II Seminário de Regularização Fundiária, a ser realizado no dia 01 de Março de 2013, das 09h00 às 16h00, na Câmara Municipal de Itapeva - Av. Vaticano, 903, Jardim Europa, Itapeva – SP.
O Programa de Regularização Fundiária faz parte das ações do Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável a ser articulado e executado pelo CONSAD com a contribuição dos parceiros. Esta questão tem se apresentado com um dos principais obstáculos ao planejamento, formulação e execução das políticas públicas locais pelos entes públicos e sociedade civil no território sudoeste paulista.
Em junho de 2011 realizamos o I Seminário de Regularização Fundiária, que contou com a presença dos diversos atores sociais que tem ligação com esta questão.  Foram apontados sugestões e encaminhamentos de estudos para dar conta de solução do problema.
A finalidade deste 2° seminário se dá quando a partir da decisão tomada pelo Governo do Estado em criar soluções administrativas para Regularização Fundiária, se faz necessário apontar as diretrizes para a implementação e execução dessas políticas, priorizando as demandas urgentes.
Diante do exposto, contamos com sua valiosa presença e imprescindível participação para enriquecer nossas discussões e definirmos comprometimentos colaborativos que conduzam ao avanço no desenvolvimento territorial.


Marco Antônio Augusto Pimentel
Presidente
Consad Sudoeste Paulista.




II SEMINÁRIO DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA
01 de Março de 2013
Local: Câmara Municipal de Itapeva

PROGRAMAÇÃO
8h às 8h30: Credenciamento / Café da Manhã
8h30 às 9h: Mesa de Abertura: - “Histórico, Importância e Objetivos do Contexto da Regularização Fundiária no Território Sudoeste Paulista”.
(Consad Sudoeste Paulista e Ministério Público) – Oratória

9h30 às 12h: Painéis – “Providências sobre o Processo de Regularização Fundiária com enfoque na Via Administrativa”.
- INCRA
- ITESP
- Secretaria da Justiça
- SRA/MDA (Secretaria de Reordenamento Agrário) –
- Programa Cidade Legal
- Oficial do CRI  - Instituto de Registros Imobiliários / IRIB

12h às 13h: Intervalo / Brunch
13h as 14h30: Informes / Debates
14h30 as 15h30: Encaminhamentos
16h: Encerramento




Mosca Branca


20/02/2013 08h09 - Atualizado em 20/02/2013 17h36

Mosca branca prejudica produção de soja na região de Itapeva, SP

Custo da plantação aumentou cerca de 8% com a aplicação de defensivos.
Além dos campos, moscas invadem as cidades e podem atacar jardins.

Jéssica Pimentel Do G1 Itapetininga e Região
2 comentários
Mosca branca se prolifera em plantações, principalmente, nas de soja e feijão. (Foto: Sadau Obute / VC no G1)Mosca branca se prolifera em plantações,
principalmente, nas de soja e feijão.
(Foto: Sadau Obute / VC no G1)
Os produtores de soja da região de Itapeva (SP) registraram um aumento no custo da produção da cultura de aproximadamente 8%. O motivo apontado por eles seria o maior gasto com defensivos agrícolas aplicados na lavoura na tentativa de prevenir o ataque das moscas brancas, uma praga bastante prejudicial para o desenvolvimento das plantas.
Segundo o engenheiro agrônomo André De Nadai, consultor em uma fazenda que possui aproximadamente 500 hectares de área plantada de soja, o inseticida para o combate do inseto custa em média R$ 150 por hectare. Nadai afirma que ainda não foram registrados prejuízos causados pela praga, no entanto, o aumento do custo da produção prejudica nos lucros da colheita.
O especialista explica que a mosca branca se reproduz em maior quantidade durante o período de calor, portanto, época da safra da soja cultiva em novembro. “É necessário um investimento maior nas plantas que foram cultivadas a partir desta data, já que são as que passam pelo período de maior calor até serem colhidas”, afirma o agrônomo.
O período de produção da soja, desde o plantio até a colheita, é de aproximadamente 130 dias. O engenheiro agrônomo diz que na safra de 2013, o grão começou a ser colhido no começo de fevereiro. Devido ao intenso período de calor, o volume de insetos aumentou.
O ciclo biológico da mosca branca pode variar entre 21 e 45 dias. Segundo o agrônomo, a mosca pode prejudicar a planta de duas formas. A primeira ação prejudicial é quando a mosca branca suga a seiva da planta, líquido que contêm todos os nutrientes do grão impedindo o mesmo de crescer. A outra forma é quando as fezes liberadas pelo inseto formam o fungo do tipo fumagina que também impossibilita as plantas de se desenvolverem.
A mosca se procria em mais de 500 espécies diferentes de vegetais, mas principalmente em soja e feijão.
A produção de soja é uma das principais culturas agrícolas da região. Ela representa 80% de toda a área plantada nas 15 cidades atendidas pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) de Itapeva. O sudoeste paulista é uma das principais áreas de produção da cultura em todo o estado de São Paulo.
De acordo com o engenheiro responsável pela Cati, Paulo Roberto Leite, a cada ano também aumenta a área cultivada. Em 2013, esse aumento pode chegar a 25%.
Devido ao aumento na área produzida, também aumenta o volume da mosca branca. “O aumento da mosca é proporcional a área plantada, portanto, quanto maior a plantação, maior a quantidade de inseto”, diz Leite.
Morador registra ataque de moscas brancas em Itaporanga (SP). (Foto: Sadau Obute / VC no G1)Morador registra ataque de moscas brancas em
Itaporanga (SP). (Foto: Sadau Obute / VC no G1)
Invasão nas cidades
Segundo produtores rurais, a mosca se procria principalmente em períodos de calor e pode ser vista em horários determinados, principalmente no início do dia. A aplicação de inseticidas na plantação não elimina completamente as moscas e elas migram para a cidade quando começa a colheita da soja e falta alimento no campo para elas. Assim, além de ‘invadirem’ as plantações, as moscas brancas também invadem as cidades próximas às lavouras.
Nesta segunda-feira (18), um ‘ataque’ assustou moradores de pelo menos quatro cidades da região. Os insetos incomodaram moradores de Itaporanga, Buri, Itaberá e Itapeva.
A jornalista Alene Santos, moradora de Itapeva, conta que ficou preocupada com a invasão das moscas. Segundo ela, por não saber se os insetos eram prejudiciais à saúde humana, ficou em alerta com o filho de três anos de idade. A mãe conta que ele é alérgico a picadas de insetos. “Há uma semana percebi que os insetos começaram a aparecer perto da minha casa. Fiquei preocupada”, conta.
Santos afirma que ficou mais sossegada após ler uma reportagem publicada pelo G1 Itapetininga explicando que as moscas são inofensivas aos humanos. “Quando li a reportagem, fiquei mais tranquila”, comenta.
Cuidados com jardins
O engenheiro agrônomo alerta que a mosca branca também  pode se procriar em jardins. Elas podem ser vistas em plantas e flores pelas residências. Da mesma forma como em plantações de soja, os insetos prejudicam o desenvolvimento da planta.
Os moradores podem combater ao inseto com a aplicação de inseticida comum, os produtos químicos utilizados no campos são caros para serem utilizados em residências. O especialista orienta ainda que é preciso tomar cuidado ao aplicar o produto em casa. “A mosca não é prejudicial ao ser humano, no entanto, os inseticidas em excesso podem causar prejuízos a saúde. A população deve ter cautela e paciência com as moscas”, afirma André De Nadai.
Para ler mais notícias do G1 Itapetininga e Região, clique em g1.com.br/tvtemitapetininga

Ufscar

 
Do Globo Rural

 Universidade em São Carlos, SP, ganha fazenda para instalar campus

Primeiro curso, de agronomia, começa a funcionar este ano.
Campus vai funcionar em fazenda doada por famoso escritor.


A estrada de terra leva o visitante à fazenda de 640 hectares, encravada entre os municípios de Buri e Campina do Monte Alegre, no sul do estado de São Paulo.
A propriedade pertencia ao escritor Raduan Nassar, que em 1975 lançou o livro "Lavoura Arcaica", obra que ganhou os principais prêmios literários do país. O livro fez tanto sucesso que virou filme.
Em 1978, Raduan Nassar lançou o segundo livro: "Um Copo de Cólera", que junto com "Lavoura Arcaica" também virou um clássico.
A carreira foi de sucesso, mas relâmpago. Foram apenas dois livros e Raduan Nassar abandonou a literatura no auge, no começo da década de 80.
Sem dar muitas explicações ele trocou os livros pela agricultura. Deixou de semear palavras para cultivar em outros campos e foi nesta fazenda que o escritor decidiu se aventurar na terra.
A fazenda progrediu e hoje tem pivôs de irrigação de alto rendimento: 4 mil sacas de trigo, 10 mil de soja e 38 mil sacas de milho por ano. A propriedade está avaliada em R$ 20 milhões.
Formada e no auge da produção, o escritor resolveu doar a fazenda para a Universidade Federal de São Carlos. Depois de três meses de negociação, Raduan Nassar assinou os documentos para transferir a fazenda.
A única exigência, conta Valter Secco, professor da UFSCAR, foi que se a imprensa estivesse presente, ele não faria a assinatura de transferência.
Todos os empregados da fazenda foram contratados pela universidade. A sede, as casas de colonos e os galpões vão virar laboratórios e salas de aula, um investimento de R$ 90 milhões.
Aos 77 anos, Raduan Nassar continua uma pessoa reclusa, enigmática e avesso à entrevistas. Os amigos dizem que agora ele não vai mais produzir em grande escala, mas isso não significa que o escritor vai abandonar a terra. Ele comprou uma fazenda de 70 hectares, ao lado da Lagoa do Sino. O lugar se chama Recanto Feliz. O escritor que virou agricultor deve ficar por lá, em silêncio, até nos surpreender novamente.

Fonte: G1.com
 

UFSCAR BURI

Além da criação da unidade em Buri, universidade também tem como desafio fortalecer suas ações afirmativas
publicado em 10/11/2012 13:20 | Stefhanie Piovezan

Cerimônia de posse da reitoria da UFSCar
Foto: João Moura
A cerimônia de posse da nova reitoria da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), realizada na manhã deste sábado (10), foi marcada por discursos que enalteceram o crescimento na universidade nos últimos anos e os desafios para o futuro, como a implantação do quarto campus, em Buri (SP).
Em sua fala, o reitor reeleito, Targino de Araújo Filho, citou a imagem símbolo das comemorações dos 40 anos da UFSCar, afirmando que, se no passado a universidade estava em um processo de escar o gigante, hoje está "apoiada nos ombros", com uma visão privilegiada do que está à frente. "Nos últimos anos, construímos alicerces para os novos tempos. Hoje temos um programa de ações afirmativas consolidado e que serviu de modelo para a Lei de Cotas. Temos uma universidade maior, mais diversa, pronta para o lugar que lhe cabe nesse início de século XXI", disse.
Targino também destacou a ampliação dos campi de Araras e Sorocaba, a busca pela internacionalização da universidade, com intercâmbio de estudantes e professores e par
Cerimônia de posse da reitoria da UFSCar
Foto: João Moura
ticipação em redes de colaboração com outras instituições da Ámérica do Sul e da África, e a criação do campus de Buri, cujo terreno foi doado pelo escritor Raduan Nassar. "A implantação do campus na fazenda Lagoa do Sino será um dos maiores e melhores desafios da nossa gestão", avaliou o reitor, que prevê, por conta do crescimento da instituição, a necessidade de melhorar os canais de circulação de informação e ampliar o quadro de funcionários.
Assim como Targino, o prefeito Oswaldo Barba e o deputado federal Newton Lima, ambos ex-reitores da UFSCar, mencionaram o pioneirismo da universidade em relação às ações afirmativas, e a perspectiva de continuidade desse perfil inclusivo. "Somos protagonistas do processo de transformação do ensino superior brasileiro. Somos uma universidade notável, estamos mudando a história", afirmou Lima, para quem a reeleição de Targino "é a garantia de mais quatro anos de sucesso dos esforços em prol de um Brasil mais justo". "Este é o grande laboratório do país", completou Barba.
Exemplo dessa política que busca trazer para a universidade os diversos segmentos da sociedade, Agenor Custódio, da etnia Terena, também aposta na continuidade. "Acredito que o reitor vai corresponder às reivindicações dos acadêmicos e que, no futuro, teremos mais alunos indígenas", afirma o estudante do último ano de Imagem e Som. "Assim como servimos de exemplo para nossa etnia, é uma medida que serve de exemplo para o país, e fazemos o possível para levar esse sucesso para as comunidades", fala o futuro formando e primeiro indígena a ingressar na UFScar.
 
Reitoria da UFSCar na gestão 2012-2016
Foto: João Moura
EQUIPE - Nos próximos quatro anos como reitor da UFSCar, Targino terá a seu lado uma equipe "marcada pela diversidade", como ele mesmo classifica, e com mulheres à frente de pró-reitorias de destaque, como as de pós-graduação e pesquisa.
A equipe é composta por: Adilson Jesus Aparecido de Oliveira (vice-reitor), Claudia Raimundo Reyes (pró-reitora de graduação), Débora Cristina Morato Pinto (pró-reitora de pós-graduação), Heloisa Sobreiro Selistre de Araújo (pró-reitora de pesquisa), Claudia Maria Simões Martinez, (pró-reitora de extensão), Geraldo Costa Dias Júnior (pró-reitor de assuntos comunitários e estudantis), Mauro Rocha Côrtes (pró-reitor de gestão de pessoas), e Néocles Alves Pereira (pró-reitor de administração).